terça-feira, 15 de novembro de 2011

0 Elba Ramalho

Ao dividir em 2005 um CD com o compositor e sanfoneiro Dominguinhos, Elba Ramalho nada mais fez do que reafirmar a veia nordestina que salta em toda sua discografia, iniciada em 1979 com o LP Ave de Prata, editado pela CBS, companhia cujo catálogo hoje está incorporado ao acervo da gravadora Sony BMG.


Revelada em meados dos anos 70, no fluxo migratório que trouxe talentos nordestinos para o Sul do Brasil, Elba Maria Nunes Ramalho nasceu em 17 de agosto de 1951, em Conceição do Piancó, cidade do interior da Paraíba. Criada entre os baiões de Luiz Gonzaga e os pastoris (manifestação folclórica da cultura nordestina), a artista abraçou o rock em seus primeiros passos na música. Foi baterista do grupo feminino As Brasas. Mas, ao migrar para o Rio em 1974, agregada ao Quinteto Violado para participar do espetáculo A Feira, Elba acabaria se tornando a voz do Nordeste que ecoaria em todo o Brasil para dar continuidade ao legado de Luiz Gonzaga.


Num primeiro momento, a cantora aproveitou a veia dramática de seu canto para atuar no teatro carioca. Sua participação na primeira montagem da Ópera do Malandro – em que vivia a personagem Lúcia e dividia o número “O Meu Amor” com a atriz Marieta Severo – chamou a atenção da crítica e do autor do espetáculo (ninguém menos do que Chico Buarque) para a voz agreste e forte da iniciante cantora.


Foi nesse contexto, favorecido pela boa receptividade do mercado fonográfico aos artistas nordestinos em fins dos anos 70, que Elba gravou seu primeiro LP, o supra-citado Ave de Prata, com direito à música inédita de Chico Buarque (Não Sonho Mais). Depois, vieram os álbuns Capim do Vale (1980) e Elba Ramalho (1981), todos pela CBS.


Fora da CBS, Elba assinou com a extinta gravadora Ariola e, adotando imagem mais sensual e brejeira, explodiu nacionalmente com os discos Alegria (1982), Coração Brasileiro (1983, LP que trouxe o sucesso "Banho de Cheiro"), Do Jeito que a Gente Gosta (1984) e Fogo na Mistura (1985, o do hit "De Volta Pro Meu Aconchego"). A cada álbum lançado, Elba fazia saltar sua veia teatral em shows incendiários. E foram muitos os discos daquele fértil período: Remexer (1986), Elba (1987), Fruto (1988), Popular Brasileira (1989), Popular Brasileira ao Vivo (1990), Felicidade Urgente (1991), Encanto (1992), Devora-me (LP de 1993 em que procurou um acento caribenho para sua música) e Paisagem (disco de 1995, de sotaque mais pop).  
                                                                     
Em 1996, ao assinar contrato com a BMG, Elba promoveu festejada volta às origens nordestinas com o disco Leão do Norte, produzido por Robertinho de Recife. O espetáculo homônimo foi eleito o melhor de 1996 pelos críticos. Paralelamente, a cantora se uniu a Alceu Valença, Geraldo Azevedo e Zé Ramalho e, sob a alcunha de O Grande Encontro, o grupo saiu em turnê pelo Brasil, registrada num disco ao vivo (mais tarde, já sem Alceu, o trio lançaria mais dois álbuns de sucesso).


Outros álbuns inspirados - como Baioque (1997), Flor da Paraíba (1998) e o duplo ao vivo Solar (1999) - confirmaram a boa fase da artista nos anos 90. Em 2001, a inclusão da balada "Entre o Céu e o Mar" na trilha da novela Porto dos Milagres ajudou a promover o disco Cirandeira, ao qual se seguiu um tributo a Luiz Gonzaga no disco Elba Canta Luiz (2002) – cujo show de lançamento renderia o CD Elba ao Vivo (2003). Em 2004, uma turnê nacional com Dominguinhos seria o ponto de partida do disco que saiu no início de 2005, gravado em estúdio com inéditas ("Rio de Sonho", "Forrozinho Bom", "Chama") e clássicos de autoria de Domiguinhos, casos de "Eu Só Quero Um Xodó" e "De Volta Pro Meu Aconchego", este um sucesso eternizado em 1985 pela própria Elba, a voz agreste que traduz a riqueza musical nordestina para o Brasil.


                                                    FONTE:vagalume.com.br 

                postado por tony josé terça-feira,15 de novembro de 2011

domingo, 13 de novembro de 2011

0 Flávio José

A Carreira.

Descendente de uma família de músicos, FLÁVIO JOSÉ nasceu irremediavelmente artista.
Na sua pequena Monteiro/PB, já aos 7 anos, este precoce artista fazia a sua iniciação no universo mágico das teclas. Aos 10 anos já tocava o seu pequeno fole de 24 baixos, animando as festinhas do lugar. Essas pequenas incursões festivas, foram o início da forja de um dos maiores ícones do Nordeste.
Batizado na poeira das estradas, aquele menino jamais desconfiaria que um dia fosse colocar o seu nome no panteão dedicado aos grandes ícones do cancioneiro popular.
FLÁVIO JOSÉ é um predestinado cantador do amor e contador das cousas e dos causos do seu universo. Um documentarista melodioso do seu tempo. Um caboclo sonhador que não se considera nem profeta nem tampouco visionário, mas um anunciador previsível quando reforça que o diário desse mundo tá na cara, só não enxerga quem fecha os olhos para não ver.
E ele anteviu. Consciente de que o mundo é grande e o destino o esperava, viajando na boléia do destino, largou uma obscura carreira de bancário e cantando e seguindo a canção foi construindo a sua história, até entrar definitivamente para o seleto grupo que é referência e citação obrigatória nos anais da MPB, respaldado pelo conjunto de sua obra.
 Interpretações como: Que Nem Vem Vem, Avoante, A Casa da Saudade, Um Passarinho, Quando Bate o Coração, Tareco e Mariola, Mensageiro Beija-flor, Filho do Dono, Caia Por Cima de Mim, Engenho velho, Saudade da Boa, Espumas ao Vento, Sem Ferrolho e Sem Tramela, Incerteza, Utopia Sertaneja, Casa Velha de Sapê, Tonha, Novilha Rainha, Já Não Conserto Mais, A Poeira e a Estrada, De Mala e Cuia, A Natureza das Coisas..., entre tantas outras, fazem parte de um playlist de sucessos, interpretados por FLÁVIO JOSÉ, que permeiam, até os dias atuais, as mentes e corações do coletivo popular nordestino.
Hoje, após 8 LPs, 17 CDs, milhares de shows e eventos, FLÁVIO JOSÉ possui uma carreira consolidada. Reverenciado como o Rei do Xote, permanece fiel ao estilo que abraçou, até os dias atuais. Essa fidelidade é retribuída pelo enorme carinho que lhe é devotado pelos inúmeros fãs. Para atendê-los, o artista promove em média 100 shows por ano.
Aclamado desde o primeiro LP, mas extraordinariamente a partir do primeiro CD - NORDESTINO LUTADOR - 1994, até O DOM CRISTALINO - 2008, FLÁVIO JOSÉ comprova ser um HIT-MAKER daqueles que tem explícita preferência pela criatividade sobre o conhecimento e usa os dois a serviço do sentimento poético-musical.
Bom produtor tal e qual o bom jogador que conhece o jogo pela regra, FLÁVIO JOSÉ busca direcionar a sua produção confiante na sua sensibilidade artística e afinado unicamente com a cultura do seu povo, totalmente indiferente aos estratagemas ditados pelas indústrias de mass media.
A obra de FLÁVIO JOSÉ contrapõe-se abertamente ao jogo dessas indústrias culturais que fundamentadas em valores mercadológicos questionáveis, replicam em suas linhas de montagem um arremedo de forró, desfigurado, irreconhecível, totalmente destorcido, subjugado na essência por uma total inversão de valores.
FLÁVIO JOSÉ não condescende e não transige com essas mesmas indústrias que necessitam e defendem de forma imperativa a criação instantânea de ídolos midiáticos, em sua imensa maioria estéreis, com uma improvável carreira fundamentada na hipervalorização da imagem, do culto ao corpo, da estética, da erotização, amparados por uma pirotecnia tecnológica e pelos imensos palcos high tech, um show explicitamente visual, apenas para encantamento e consumo imediato pelas massas, com cantores adornados, em carreiras lacônicas, amparadas em obras superficiais, insossas e voláteis.
 Vale ressaltar que essa indústria já demonstra sinais evidentes de desgaste, quanto às fórmulas utilizadas ate a exaustão enquanto o forró tradicional reposiciona-se no mercado criando novas variáveis. Inúmeras casas são abertas em todo o país, voltadas exclusivamente ao tradicional forró pé-de-serra, acolhendo um público crescente, seletíssimo, tomador de decisões e influenciador de mercados. 
E no segmento do forró tradicional, FLÁVIO JOSÉ é nome consolidado, de liderança inconteste e com um público altamente fidelizado.
Essa resistência perpetrada por FLÁVIO JOSÉ, nesses 30 anos de atuação, é a prova viva do êxito do talento sobre a especulação, da vitória final do conteúdo em detrimento à forma.

                                                               FONTE: flaviojose.com.br

                                 postado por tony josé domingo,13 de novembro de 2011

0 Banda de Pífano

É um conjunto instrumental de percussão e sopro, dos mais antigos, característicos e importantes da música folclórica brasileira. Historicamente o pífano remonta à época dos primeiros cristãos, que tinham no pífano, pifes ou pífora, uma maneira de saudar a Virgem Maria nas festas natalinas. Na feição nordestina a banda de pífanos é uma criação do mestiço brasileiro, que com sua criatividade e intuição musical adaptou o instrumental, dando-lhe a forma típica pela qual é conhecida no folclore brasileiro.

Por toda a região Nordeste do Brasil e nos estados de Minas Gerais e Goiás são usados várias termos para denominar o conjunto: Banda de Pífanos, Banda de Pife, Música de Pife, Zabumba, Cabaçal, Esquenta-Mulher, Banda de Negro, Terno, Banda de Couro (Goiás), Musga do Mato, Pipiruí ( Minas Gerais).

Assim como a sua denominação varia, a sua composição também tem sensíveis diferenças, mas seus instrumentos básicos são dois pífanos, um surdo, um tarol e um bombo ou zabumba.

Em Pernambuco, é composta por dois pífanos, uma caixa, um bombo, um surdo e um tambor.

Em Alagoas, além dos instrumentos básicos acrescenta-se um par de pratos e em certos grupos um triângulo e até um maracá para maior sonoridade.

No Ceará, também acrescentam-se prato e triângulo e em Sergipe o triângulo e o ganzá.

Em Goiás, a Banda de Couro, como é chamada, é composta por bombo, caixa ou tarol e viola.

O pífano é o comandante da banda. É um instrumento semelhante à flauta, feito de taquara, uma madeira muito comum nas matas do sul de Pernambuco. É encontrado em três tamanhos: 65cm a 70cm, chamado Régua Inteiro, 50cm, oTrês Quartos e o de 40cm, Régua Pequena. O som do pífano muda de acordo com o tamanho. Cada pífano tem sete orifícios, sendo seis para os dedos e um para os lábios (sopro). O segredo, tanto da confecção quanto da execução do pífano, é passado de pai para filho.

Os componentes das bandas são, na sua maioria, trabalhadores rurais que se ocupam da agricultura de subsistência, trabalhando no "alugado", ou cultivando sua pequena roça. Reúnem-se antes de cada apresentação e repassam o repertório. Não têm formação musical e tudo o que tocam é de ouvido. Entre as músicas mais executadas estão Asa Branca, Valsa, Mulher Rendeira, A Briga do Cachorro com a Onça, Sabiá, Guriatã de Coqueiro, A Ema Gemeu no Pé do Juremá, entre outras. Há várias bandas de pífanos pelo Nordeste, mas uma das mais conhecidas é a de Caruaru, fundada pelos irmãos Biano, Sebastião e Benedito, em 1924, que já tocou até para Lampião em Tacaratu, quando o cangaceiro foi pagar uma promessa.


                                                       FONTE: FUNDAÇÃO JOAQUIM NABUCO

                                                  postado por tony josé domingo,13 de novembro de 2011 

sábado, 12 de novembro de 2011

0 Elino Julião

Aos doze anos, saiu do Seridó e veio para Natal de carona no caminhão de Artur Dias, comerciante da região. Na capital, foi morar com uma tia no bairro das Quintas. Imediatamente, procurou espaço para sua música. Na Rádio Poti, Genar Wanderlei, finalmente lhe ofereceu uma oportunidade de se apresentar no famoso programa de auditório Domingo Alegre, lá pelos idos da década de 50. Conseguiu espaço e reconhecimento. Na rádio, cantava músicas de Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e outros. Sob a bêncão do padre Eymard Lérecat Monteiro, amigo da família, retomou os estudos a noite no colégio Marista.


Julião ficou em Natal por dezoito anos. Durante esse período, serviu o exército, mas logo que se libertou das forças armadas voltou para a Rádio Poti, onde conheceu Jackson do Pandeiro. O já famoso Jackson o convidou para o Rio de Janeiro, onde foi morar e trabalhar como cantor, iniciando uma parceria que rendeu grandes frutos musicais e selou uma longa amizade. Como ritmista de Jackson, se apresentou nas rádios, tvs e viajou o Brasil inteiro. Elino confessa que não foi fácil gravar no Rio de Janeiro nos anos 50. "Passei muito tempo para gravar. Naquela época dos auditórios de rádio, a gente cantava mas não gravava. Só gravava quem tinha muita sorte e cantava mais que Vicente Celestino", lembra saudoso do amigo.


Foi na casa de Jackson, que Elino começou a compor suas primeiras músicas. Gravou seu primeiro disco em 1961, na gravadora Chanticlê, que além dele, lançava simultaneamente : Noca do Acordeon, João Silva, Geraldo Nunes, Mineiro e Teixeirinha. Do grupo só Teixeirinha fez um grande sucesso com coração de luto.- O sucesso do colega o desanimou e pensou em desistir da carreira, porém Jackson o estimulou e o levou para a gravadora Phillips, por onde lançava seus discos.
Foi na Philips/Polygram, que gravou seus primeiros sucessos: Puxando Fogo e Xodó do Motorista, que logo se transformaram em verdadeiros hits. Mas antes disso, suas composições já faziam sucesso. Entre elas Rela Bucho, na voz do pernambucano Sebastião do rojão. Em função do sucesso, foi convidado para uma gravadora maior, a CBS, hoje Sony Music, permanecendo por 23 anos.


Ainda no Rio, foi contratado da extinta Rádio Tupi e da rádio Nacional. Nesta última como convidado especial, já que só se apresentavam os cantores contratados pelo governo. Em meio ao sucesso saiu da "cidade maravilhosa" e foi para São Paulo trabalhar com Pedro Sertanejo (pai de Osvaldinho do Acordeon), ficando na terra da garoa por seis anos.


Luiz Gonzaga estreou na TV Cultura o show "Chapéu de couro" e o convidou para trabalhar como ritmista, permanecendo aí por mais três anos. Vale lembrar também que o seridoense morou com o Rei do Baião e seu irmão Zé Gonzaga, conhecido como o príncipe do forró, a quem Julião não se negava a dar uma força. Elino, Jackson, Trio Nordestino e outros do gênero saíram da CBS em 86, quando a gravadora, preferindo apostar nos internacionais Michael Jackson e Júlio Iglesias, alegou que estava em dificuldades.


                                                  FONTE: Letras.com.br

                                           postado por tony josé sábado,12 de novembro de 2011









sexta-feira, 11 de novembro de 2011

0 Abdias dos oito baixos

José Abdias de Farias (Taperoá, Paraíba, 13 de outubro de 1933 — 3 de março de 1991). Sanfoneiro, compositor e produtor musical brasileiro.Também conhecido apenas como Abdias, foi casado com a cantora Marinês.


Nascido em Taperoá, cidade do interior da Paraíba, que dista 217 quilômetros da capital do estado João Pessoa, Abdias era filho de Alípio Maria da conceição e Cecília Maria de Farias e recebeu seus primeiros ensinamento de toque na sanfona de 8 Baixos, sua marca, do pai ainda muito menino.


Com 12 anos, tocando acordeom, ingressou como solista na Radio Difusora de Alagoas, local onde conheceu Marinês, sua futura esposa e parceira na música. Quando tocavam em Propriá, Sergipe, a dupla foi vista por Luiz Gonzaga, que, na ocasião, convidou-os para integrarem sua comitiva. Por insistência de Marinês, que já fazia sucesso com o grupo Marinês e Sua Gente, no qual Abdias fazia parte, este resolveu seguir carreira solo com a sanfona de 8 Baixos.


Em 1960, pela Columbia, Abdias gravou, de sua autoria, "Quadrilha no arraiá", e, de Ari Monteiro, "Roedeira dor do amor". No mesmo ano, Marinês gravou, de sua autoria e de Zaccarias, o xote "Nova geração". Em 1963, Marinês gravou, pela RCA Victor, de sua autoria e de João do Vale, a moda de roda "Balancero da Usina".
Como produtor, atuou junto do Trio Nordestino, de Jackson do Pandeiro e de Marines e sua Gente. O cantor e compositor paraibano Vital Farias compôs, em 1982, em parceria com Livardo Alves, a música "Forrófunfá (Abdias dos Oito Baixos)" em sua homenagem, que participou da gravação, tocando o seu famoso fole de oito baixos.


No LP “Meu Pai e a Sanfona”, Abdias homenageou seu pai, considerado um dos maiores sanfoneiros de 8 Baixos do sertão da Paraíba.




                                                                                  Fonte:letras.com 


                                     postado por tony josé sexta-feira,12 de novembro de 2011 

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

0 FAGNER

Cearense de Orós, aos 5 anos ganhou um concurso infantil na rádio local. Na adolescência formou grupos musicais vocais e instrumentais e começou a compor suas próprias músicas.


Venceu em 1968 o IV Festival de Música Popular do Ceará com a música "Nada Sou", parceria sua e de Marcus Francisco. Tornou-se popular no estado e juntou-se a outros compositores cearenses como Belchior, Rodger Rogério, Ednardo e Ricardo Bezerra.


Mudou-se para Brasília em 1971, classificando-se em primeiro lugar no Festival de Música Popular do Centro de Estudos Universitários de Brasília com "Mucuripe" (com Belchior). Ainda em 71 foi para o Rio de Janeiro, onde Elis Regina gravou "Mucuripe", que se tornou o primeiro sucesso de Fagner como compositor e também como cantor, pois gravou a mesma música em um compacto da série Disco de Bolso, que tinha, do outro lado, Caetano Veloso interpretando "Asa Branca".


O primeiro LP, "Manera, Fru-fru, Manera", veio em 1973 pela Philips, incluindo "Canteiros", um de seus maiores sucessos, música sobre poesia de Cecília Meireles. Mais tarde fez a trilha sonora do filme "Joana, a Francesa", que o levou à França, onde teve aulas de violão flamenco e canto.


De volta ao Brasil, lança outros LPs na segunda metade dos anos 70, combinando um repertório romântico a partir de "Raimundo Fagner", de 1976, com a linha nordestina de seu trabalho. Ao mesmo tempo grava músicas de sambistas, como "Sinal Fechado", de Paulinho da Viola.


Outros trabalhos, como "Orós", disco que teve arranjos e direção musical de Hermeto Pascoal, demonstram uma atitude mais vanguardista e menos preocupada com o sucesso comercial.


Nas décadas de 80 e 90 seus discos se dividem entre o romântico e o nordestino, incluindo canções em trilhas de novelas e tornando Fagner um cantor conhecido em todo o país, intérprete e compositor de enormes sucessos, como "Ave Noturna" (com Cacá Diegues), "Astro Vagabundo" (com Fausto Lindo), "Última Mentira" (com Capinam), "Asa Partida" (com Abel Silva), "Corda de Aço" (com Clodô), "Cavalo Ferro" (com Ricardo Bezerra), "Fracassos", "Revelação" (Clodô/ Clésio) "Pensamento", "Guerreiro Menino" (Gonzaguinha), "Deslizes" (Sullivan/ Massadas) e "Borbulhas de Amor".


                                                                 FONTE: LETRAS.COM.BR


                                                 postado por tony josé quarta-feira,9 de novembro de 2011




segunda-feira, 7 de novembro de 2011

0 Amelinha

Amélia Claudia Garcia Colares deixou o Ceará em 1970 para estudar comunicação em São Paulo. A carreira de cantora começou de maneira amadora, participando de shows do amigo e conterrâneo Fagner. Em 1974, decidida a seguir na música, passou a aparecer em programas de TV. No ano seguinte, fez uma temporada em Punta del Leste, acompanhando Toquinho e Vinicius de Moraes, quando o Poetinha compôs para ela Ah! Quem me Dera. Ao lançar o disco Flor da Paisagem (1977), produzido por Fagner, começou a ser apontada como a revelação nordestina ou "a Gal Costa do Ceará". Com o segundo trabalho, Frevo Mulher (1979), recebeu disco de ouro. Mas a consagração veio mesmo no ano seguinte, quando viu o Maracanãzinho acompanhá-la em Foi Deus Que Fez Você, durante o MPB-80, festival promovido pela Rede Globo.
A composição de Luiz Ramalho classificou-se em segundo lugar, vendeu mais de um milhão de compactos e foi a primeira música a alcançar o primeiro lugar entre as mais executadas tanto nas faixas de FM quanto de AM. O tema de abertura da série Lampião e Maria Bonita (Rede Globo), Mulher Nova, Bonita e Carinhosa Faz o Homem Gemer sem Sentir Dor, fez Amelinha estourar novamente em 1982. O disco homônimo ficou mais de 30 semanas entre os 50 LPs mais vendidos do ano. Em 1984, a cantora entrou em nova fase. Separada do marido Zé Ramalho, que produziu três dos seus primeiros cinco discos e compôs muitos de seus sucessos, ela entregou sua voz à produção de Mariozinho Rocha e ao acompanhamento instrumental do Roupa Nova, que imprimiu algo de pop em seu trabalho. Foi o início de uma remodelação que culminou com o show 1989, Saudades da Amélia, em que deixou os frevos e baiões de lado para um repertório com músicas de Tom Jobim, Caetano Veloso e Chico Buarque. Após sete anos sem gravar, em 1994, aderiu ao forró, relembrando clássicos como Pisa na Fulô e A Vida do Viajante. Em 1999, fez uma turnê pelo país com inéditas de seu novo disco, Só com Você, e sucessos como Foi Deus que Fez Você.

você sabia? 

A cantora Amelinha foi lançada no ano de 1979, pelo selo Epic, que pertencia a gravadora CBS, cujo produtor era seu amigo Raimundo Fagner, lançando na mesma data talentos como Robertinho do Recife, Petrucio Maia, Zé Ramalho, dentre tantos outros grandes nomes daquela época Contribuição de edward


Amelinha foi a primeira cantora a vender mais de um milhão de cópias de um mesmo compacto (Foi Deus Quem Fez Você). 


'Mulher Nova, Bonita e Carinhosa Faz o Homem Gemer sem Sentir Dor', tema de abertura da série "Lampião e Maria Bonita", da Rede Globo, em 1982, levou Amelinha ao sucesso novamente. 


Em 1980, o Maracanãzinho acompanhou Amelinha em "Foi Deus Que Fez Você", durante o MPB-80, festival promovido pela Rede Globo. A composição de Luiz Ramalho classificou-se em segundo lugar, vendeu mais de um milhão de compactos e foi a primeira música a alcançar o primeiro lugar entre as mais executadas tanto nas faixas de FM quanto de AM. 


                                                                FONTE: LETRAS.com.br

                          postado por tony josé segunda-feira,7 de novembro de 2011





 

mel de abelha

 
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