sexta-feira, 13 de julho de 2012

0 Geraldo Azevedo


Geraldo Azevedo (Petrolina, 11 de janeiro de 1945) é um compositor, cantor e violonista pernambucano. Iniciou sua trajetória musical quando, aos 18 anos, mudou-se para Recife a fim de estudar, onde conheceu Teca Calazans, cantora, Naná Vasconcelos, percussionista, Marcelo Melo e Toinho Alves que faziam parte do grupo folclórico Construção ao qual juntou-se. Em 1967, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou com a cantora Eliana Pittman. Fundou o Quarteto Livre que acompanhou o cantor Geraldo Vandré em diversas apresentações. A cantora Eliana Pittman em 1968, gravou "Aquela rosa" composição de Geraldo Azevedo. No incício da década de 70, junto com o também pernambucano Alceu Valença formou dupla, com a boa performance no Festival Universitário da TV Tupi com as composições "78 rotações" e "Planetário" a dupla chamou a atenção da gravadora Copacabana e em 1972, lançou com Alceu Valença, seu primeiro LP.

Geraldo Azevedo também é conhecido pelos seus incandescentes frevos (a dança de rua típica do carnaval pernambucano), muitas vezes seus shows se encerram com frevos eletrizantes, como "Tempo Tempero", "Pega Fogo Coração", "Tempo Folião", etc... É esta mistura, aliada a seu violão impecável, que o torna um dos mais conceituados músicos nordestinos.


É autodidata, aos 12 anos de idade já tocava violão. Ao mudar-se para Recife onde foi estudar, Geraldo se juntou ao grupo folclórico intitulado Grupo Construção onde conheceu Teca Calazans, Naná Vasconcelos , Marcelo Melo e Toinho Alves (componentes do Quinteto Violado) iniciando aí toda a sua trajetória musical.


Em 1967, seguiu para o Rio de Janeiro e depois de trabalhar com Eliana Pittman, juntou-se a Naná Vasconcelos, Nelson Ângelo e Franklin formando o Quarteto Livre, grupo que acompanhou Geraldo Vandré em seus shows até que, devido a problemas políticos com o governo militar, o grupo se dissolveu.


Foi depois de sua apresentação, junto com o amigo Alceu Valença, no Festival Universitário da TV Tupi, que Geraldo Azevedo teve o convite de gravar seu primeiro disco pela Gravadora Copacabana. Nesse mesmo ano a Copacabana lançou o disco "Alceu Valença & Geraldo Azevedo" marcando a estréia de dois jovens cantores e compositores que se tornaram dois dos maiores nomes da nossa música brasileira.


Participou de alguns importantes projetos coletivos de discos como "Asas da América", "Cantoria" e "O Grande Encontro", além de fazer parte de várias coletâneas. Mesmo não estando na boca da mídia nem vendendo números astronômicos, Geraldo Azevedo já se firmou como uns dois maiores músicos nordestinos da atualidade. 


                                                                    FONTE: Letras.com 

                              Postado por tony josé sexta-feira,13 de julho de 2012

quarta-feira, 27 de junho de 2012

0 A MORTE DO VAQUEIRO


Raimundo Jacó Mendes Nasceu em 1916 no município de Exu, era primo legítimo de Luiz Gonzaga. Apesar da pouca idade, sua inteligência e coragem lhe renderam a experiência que foi reconhecida pelo proprietário do Sítio Lajes, em Serrita, que lhe deu o emprego de vaqueiro, em sua grande fazenda.
Jacó se destacou através de feitos que despertaram a admiração de muitos e a inveja de outros. Entre os invejosos está Miguel Lopes, com quem passou a ter uma rixa.
Narra a lenda que, o dono da fazenda ordenou que Jacó e Miguel Lopes fossem pegar na caatinga uma rês, arisca e estimada, que se afastou do rebanho, a data era 8 de julho de 1954.
Ao fim do dia Miguel Lopes volta à sede da fazenda, sozinho, sem comentar sobre Jacó e a rês. Os outros vaqueiros preocupados, no dia seguinte saíram à procura de Raimundo Jacó e em meio a caatinga encontraram-no morto, ao lado da rês ainda amarrada e o seu fiel cachorro latindo, sem sair de perto. Uma pedra manchada de sangue denunciava a covardia do assassinato.
Miguel Lopes foi incriminado, abriu-se um processo, mas foi arquivado por falta de prova e o crime ficou sem solução, caindo no esquecimento. Tomando conhecimento disso, Luiz Gonzaga protestou com música A Morte do Vaqueiro[1]
O assassinato de Raimundo Jacó deu origem a um evento religioso chamado Missa do Vaqueiro.


                                                           
                                                                                 Fonte: wikipedia.org
                                  postado por tony josé quarta-feira,26 de junho de 2012

                                                                              

quinta-feira, 21 de junho de 2012

0 Ciclo Junino


O ciclo junino chega com a participação do povo. Ricos e pobres festejam o ciclo junino que envolve danças, comidas típicas, superstições, adivinhações, crendices, fé e muita animação.

Para o ciclo junino são consagrados três santos do mundo católico durante o mês de junho. São eles: Santo Antônio, São João e São Pedro, que alegram as festas juninas. O mais popular em Portugal e no Brasil é Santo Antônio. Santo português, nascido em Lisboa no ano de 1195, é o preferido pelas mulheres como Santo casamenteiro. É também o Santo que sempre dá um jeitinho nas coisas e causas perdidas. Salienta Pereira da Costa:

[...] algumas mulheres chegam até mesmo a tirar o menino Jesus dos braços de Santo Antônio para restituí-lo somente depois de realizado o milagre; viram o Santo de cabeça para baixo, tiram-lhe o resplendor e colocam sobre a tonsura uma moeda pregada com cera; e por fim, quando tarda o milagre [de fazer aparecer o marido], e cansadas já de tanto esperar, atam o Santo com uma corda, e deitam-no dentro de um poço, o que deu lugar, uma vez, a desaparecer a imagem porque era de barro e derreteu-se completamente ao contato d'água.


Também temos vários folhetos que retratam histórias com Santo Antônio. É o caso do folheto A moça que pisou Santo Antônio no pilão para casar com o boiadeiro, de José Costa Leite, que conta os sofrimentos do Santo nas mãos das vitalinas. Também, muitas adivinhações são feitas na véspera do dia 13 de junho, data comemorativa de Santo Antônio. No dia 12 junho, dia dos namorados, as moças utilizam as mais variadas adivinhações do nosso folclore para conseguir um marido (SOUTO MAIOR, 1977).
    
São João e São Pedro também são venerados no ciclo junino. São João é o primo de Jesus Cristo, nascido no dia 24 de junho, pregador da alta moral, áspero, intolerante e ascético. Segundo Câmara Cascudo  

o São João é festejado com alegrias transbordantes de um deus amável e dionisíaco com farta alimentação, músicas, danças, bebidas e uma marcada tendência sexual nas comemorações populares, adivinhações para casamento, banhos coletivos pela madrugada, prognósticos do futuro, anúncio de morte do curso do ano próximo... Segundo a tradição o Santo adormece durante o dia que lhe é dedicado tão ruidosamente pelo povo, através dos séculos e países. Se ele estiver acordado, vendo o clarão das fogueiras acesas em sua honra, não resistirá ao desejo de descer do céu para acompanhar a oblação e o mundo acabará pegando fogo.


Assim temos o hábito de acender fogueiras durante o ciclo junino, hábito vindo da Europa, quando as populações do campo festejavam a proximidade das colheitas e faziam sacrifícios para afastar os demônios da esterilidade, pestes de cereais, estiagens. Nos cultos agrícolas também acendiam-se fogueiras que foram divulgados pelo domínio do folclore e da etnografia européia.

Essa devoção ao culto de São João vinda de Portugal se espalhou pelo Brasil inteiro. Muitas adivinhações também são feitas na véspera de São João.

São Pedro também tem o seu espaço no ciclo junino. Discípulo, Santo chaveiro, primeiro papa, é festejado no dia 29 de junho juntamente com São Paulo. Padroeiro dos pescadores o Santo é festejado com uma procissão marítima.

E nesses festejos, ao som dos fogos e da fumaça das fogueiras, não podem faltar as comidas típicas que tornam as festas mais saborosas. Milho cozido, milho assado, canjica, pamonha, bolo de milho, ah! Que cheiro bom. Quem nunca mexeu uma canjica com colher de pau não sabe o verdadeiro gosto que tem a festa de São João. E o pé-de-moleque, a cocada, pipoca, beiju, bem-casado, bolo de macaxeira, manuê de milho, fazem o sabor natural da festa junina.

Nos arraiais acontecem as quadrilhas, de origem européia, dançadas nos salões dos palácios por volta do século XVIII, nos bailes da corte. Aquadrilha acompanha a zabumba, o triângulo e o sanfoneiro que dá o ar de sua graça no xén én én do forró. Eitá!! Que tá bom demais! Há também no início da quadrilha, o casamento matuto que consiste numa representação jocosa, onde as pessoas utilizam um linguajar característico do povo da roça e com um ar de malícia fazem o público se divertir com o espetáculo teatral. É presente também a língua francesa na marcação dos passos da quadrilha. O xote,o baião, o xaxado, coco e a polca, fazem os ritmos dos festejos juninos. Contamos também com a presença dos bacamarteiros nos festejos juninos, que segundo Olímpio Bonald Neto:

[...] seria a representação simbólica do cangaceiro, a figuração sublimada do guerrilheiro das caatingas, com todo seu conteúdo místico e aventureiro que se expande a se reafirmar pacificamente, gastando as tendências agressivas de modo inofensivo, aplicando de forma artística os excessos aguerridos na figura folclórica do atirador espetaculoso.

Os bacamarteiros enfeitam as festas juninas exibindo os seus bacamartes que contém cargas com pólvora seca, emitindo um estrondo em homenagens aos Santos padroeiros ou cerimônias cívicas e políticas.

Existe também o acorda povo, que é uma procissão realizada na noite de São João, para acordar São João. Por isso quando alguém dorme muito, o dito popular acusa: "dormiu igual a São João".

Porém, as quadrilhas vêm se transformando. Clóvis Cavalcanti em seu artigo, São João "estilizado", revela sua preocupação:

vê-se nessa transformação, por um lado, uma perda lamentável de identidade, um abandono de nossas ricas raízes folclóricas e, por outro, uma massificação sem sentido que nivela e igualiza modos de comemorar o São João que tinham sabor específico em cada forma local dos festejos. No meu entender por trás de tudo isso residiria um empobrecimento cultural assustador de nossa sociedade.

Desse modo, até a capital do forró, que é Caruaru, está sendo chamada de "Disneylândia do forró". A nossa festa tradicional virou uma festa massiva, um comércio de artigos da nossa região. Tem até kits para participar das quadrilhas que estão sendo chamadas de "drilhas" como: machadrilhas, gaydrilhas, babydrilhas, entre outras. Utilizam uma indumentária com brilhos de muitos enfeites e babados que não se adaptam ao nosso clima. Néstor Garcia Canclini diz que "o kitsch é a resposta de como ser elegante na época de cultura de massas".

Recentemente, as associações dos compositores cantadores e músicos de Caruaru, protestaram porque não estão tendo espaço para tocar na festa de São João, onde os forrós eletrônicos vem ganhando cada vez mais espaço. Nossas raízes folclóricas estão se moldando na cultura de massas. Antes, a diferença era que trazia e fazia o brilho das quadrilhas com a criatividade e originalidade dos integrantes que participavam da mesma. Hoje, o ciclo junino, mesmo perdendo esse "sabor específico" e ganhando o "cheiro da tecnologia" não deixará de ser evidenciado, mas não podemos descaracterizar o que é nosso. É uma pena que estejam transformado a simplicidade dos festejos juninos em um grande festival. Sou a favor do forró pé de serra no chão batido, da fogueira no quintal, do cheiro da canjica ainda no fogo, da fumaça que chega a arder nos olhos, do chapéu de palha, da saia de chita , das músicas de Luiz Gonzaga ao som da sanfona, da zabumba e do triângulo, das bandeirinhas que enfeitam os arraiais, do chinelo de couro e da chuva que ajuda a encher os salões para todo mundo dançar o forró. Essa lembrança do interior, que vem com o ciclo junino desperta um sentimento de "originalidade" nos nordestinos. Esse sentimento só é permitido porque é tempo de São João!


                       Fonte: FUNDAÇÃO Joaquim Nabuco

               postado por tony josé quinta feira,21 de junho de 2012

quarta-feira, 20 de junho de 2012

0 15 Anos Sem Chico Science


Francisco de Assis França, filho de Francisco França e Rita França, nasceu em 13 de março de 1966, no interior de Pernambuco.

Na década de 1970, sua família migrou para o Recife em busca de melhores condições de vida. Residiram por pouco tempo na cidade, logo mudando-se para o bairro de Rio Doce, no município de Olinda, onde Chico Science, juntamente com seus irmãos, viveu a maior parte da sua vida entre os mangues e o urbano, paisagem que tornou-se um marco na sua trajetória artística e permanente fonte de inspiração.

Nos anos de 1980, em plena adolescência, Chico trabalhava em biscates para ganhar dinheiro e poder freqüentar os bailes funk. Era um apaixonado da arte e da música regional, como o frevo, a ciranda, o maracatu e outros estilos folclóricos. Seus ídolos eram James Brown, Sugar Hill Gang , além de outros nomes da chamada Black Music.

Em 1984, juntou-se ao grupo de danças de rua, Legião Hip-Hop, onde aprendeu muito sobre poesia, música, letras e a liberdade para pensar e criar em cima de situações cruéis da sociedade contemporânea.

A partir dessa época, Chico Science foi amadurecendo o seu espírito revolucionário que passou a ser visualizado no seu comportamento e nas suas perfomances. Procurou unir a tradição cultural, a linguagem, o povo e as suas necessidades. As letras das suas músicas eram direcionadas à realidade de uma sociedade que clama por um mundo mais ético e menos cruel. Questionava o progresso, propunha mudanças e justiça social, através de uma linguagem crítica do homem/caranguejo/mangue/urbe, com a intenção de criar uma nova sociedade democrática e justa.
Na década de 1990, uniu-se ao grupo afro Lamento Negro, do bairro de Peixinhos, no Recife. Fizeram uma parceria, cujo gênero musical resultou numa mistura de ritmos de maracatu regional ao som de tambores, atabaques, guitarras, frevo, embolada, xaxado, samba-reagae, rap e rock. A estréia oficial do novo grupo que se chamou Chico Science e Nação Zumbi, aconteceu no Espaço Oásis, em Olinda, no dia 1º de junho de 1991. No show o grupo faz pesadas críticas às condições da população e à cidade do Recife, onde há muita marginalidade, pobreza e uma grande quantidade de crianças e adolescentes viciados em drogas dormindo em calçadas.

No primeiro Festival "Abril Pro Rock" em 1994, a Banda Chico Science e Nação Zumbi, foi um dos primeiros grupos a lançar o movimento do mangue, com um estilo rock adrenalítico, uma mistura de maracatu e cibernética, denominado "Afrociberdélia", cujo ponto de fusão era um comportamento e um estado de espírito das cabeças pensantes do manguebeat. A definição de toda essa expressão artística é: a África, enquanto raízes culturais e genéticas;cibernética, como extensão digital-eletrônica do corpo e psicodélia, o exercício e equilíbrio da mente liberta e criadora. Este estilo musical é um marco referencial na sociedade pernambucana, cujo princípio básico foi a criação de um novo rock genuinamente pernambucano.

Como artista popular e crítico social, Chico Science soube desempenhar bem o seu papel. Semeou a arte criativa e o sentimento nacionalista em defesa da cidadania e do patrimônio sociocultural, com fortes raízes fincadas na lama do mangue pernambucano e brasileiro, com o propósito de mostrar e conectar o Brasil ao mundo.

No dia 2 de fevereiro de 1997, Chico Science faleceu em conseqüência de um acidente automobilístico, no Complexo de Salgadinho (Recife), nas proximidades de um mangue, cenário escolhido por ele para exaltar nas suas canções, dentro do contexto social e dos valores culturais da sociedade pernambucana.

Chico Science será lembrado não somente como um cantor e compositor que abriu novos caminhos para um estilo novo de música pop, o rock pernambucano, que revolucionou a estética, sem perder as raízes, mas como um artista que amava a arte e o povo do mangue de Pernambuco e do Brasil.
     

       
                                               FUNDAÇÃO:Joaquim Nabuco

                    postado por tony josé quarta-feira,20 de junho de 2012                                       

                                            






terça-feira, 10 de abril de 2012

0 Moraes Moreira

Antônio Carlos Moreira Pires nasceu em Ituaçú BA em 08 de Julho de 1947. Criado no sertão da Bahia, desde cedo tocava sanfona, que mais tarde substituiu pelo violão e pela guitarra. Em 1966 mudou-se para Salvador BA e entrou em contato com o rock and roll, e também com as criações de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque, Edu Lobo. Arranjou emprego num banco, e em noitadas de violão na própria pensão onde morava, conheceu Paulinho Boca de Cantor e Luís Galvão, com os quais criaria o grupo Os Novos Baianos, que estreou em 1968.
Em 1975 deixou o grupo para seguir carreira individual. A partir dessa época, foi um dos responsáveis pela afirmação e pelo crescimento do Carnaval de rua em Salvador. Em 1976 fez grande sucesso no Carnaval baiano, como cantor do Trio Elétrico de Dodô e Osmar. Lançou em 1978 Pombo correio, que se tornou grande êxito carnavalesco nacional. A partir de 1983, passou a desenvolver o Projeto Brasil, uma série de shows pelas capitais do pais, com repertório carnavalesco, frevos e marchas como Grito de guerra e Festa do interior. Nessa época, decepcionado com a organização do Carnaval de Salvador (excesso de turistas, perda de autenticidade em favor do espetáculo etc.), começou a orientar seu trabalho de compositor e intérprete para um caminho mais acústico e com mais integração entre o erudito e o popular. Dessa nova vertente saíram dois discos: O Brasil tem concerto e Morais Moreira acústico. Em 1991 lançou o disco Cidadão, com destaque para Leda, parceria com Paulo Leminski. Lançou em 1993 o disco Terreiro do mundo, destacando-se Agradeça ao Pelo (com Neguinho do Samba).

Comemorou 50 anos de idade em 1997, com o CD Estados, que incluiu o sucesso Sinal de vida. Lançou também pela Virgin o CD 50 Carnavais, com sete inéditas e cinco regravações de antigos sucessos. Entre suas principais composições estão: Que papo e esse e Cidadão (com Capinam), Arco- íris (com Sivuca e Glorinha Gadelha), Rádio Cidadão (com Fred Gois), Estado de graça (com Armandinho), Meninas de Minas Gerais (com Tony Costa e Guilherme Maia), Os carapintadas e Festa do interior (com Abel Silva), Forro do ABC (com João Santana), Monumento vivo (com Davi Morais, seu filho, gravada por Daniela Mercury), Acabou chorare, Preta pretinha, É ferro na boneca, De Vera, Colégio de Aplicação e Felicidade no ar (estas seis com Luís Galvão). Entre outros, seus principais interpretes são: Gal Costa, que transformou Festa do interior na musica mais tocada de 1982, Maria Bethânia, Simone, Fagner, Ney Matogrosso, Zizi Possi, Elba Ramalho, Marisa Monte e Daniela Mercury.


DISCOGRAFIA

 
  • (2009) Moraes Moreira - A História dos Novos Baianos e Outros Versos • Biscoito Fino
  • (2005) De repente • Rob Digital • CD
  • (2003) Meu nome é Brasil • MZA Music • CD
  • (2000) Bahião com H • Atração Fonográfica • CD
  • (1999) 500 sambas • Abril Music • CD
  • (1997) 50 Carnavais • Virgin • CD
  • (1997) Infinito circular. Os Novos Baianos • PolyGram • CD
  • (1996) Estados • Virgin • CD
  • (1995) Acústico Moraes Moreira • Virgin/EMI-Odeon • CD
  • (1994) O Brasil tem conserto • PolyGram • CD
  • (1993) Terreiro do mundo • PolyGram • CD
  • (1993) Tem um pé no pelô • Som Livre • CD
  • (1991) Moraes e Pepeu no Japão • WEA • LP
  • (1991) Cidadão • Sony Music • CD
  • (1990) Moraes e Pepeu. Moraes Moreira e Pepeu Gomes • WEA • LP
  • (1988) Bahiano fala cantando • CBS • LP
  • (1988) República da música • CBS • LP
  • (1987) Mestiço é isso? • CBS • LP
  • (1986) Tocando a vida • CBS
  • (1985) Tenda dos Milagres • Som Livre • LP
  • (1984) Mancha de dendê não sai • CBS • LP
  • (1983) Pintando o oito • Ariola • LP
  • (1982) Coisa acesa • Ariola • LP
  • (1981) Moraes Moreira • Ariola • LP
  • (1980) Bazar brasileiro • Ariola • LP
  • (1979) Lá vem o Brasil descendo a ladeira • Som Livre • LP
  • (1978) Alto falante • Som Livre • LP
  • (1977) Cara e coração • Som Livre
  • (1976) Roque Santeiro • Som Livre • LP
  • (1975) Moraes Moreira • Som Livre • LP
  • (1975) Gabriela • Som Livre • LP
  • (1974) Linguagem do alunte. Os Novos Baianos • Continental • LP
  • (1973) Novos Baianos Futebol Clube. Os Novos Baianos • Continental • LP
  • (1972) Acabou chorare. Os Novos Baianos • Som Livre
  • (1971) Novos Baianos final do juízo. Os Novos Baianos • PolyGram • Compacto simples
  • (1969) Ferro na boneca. Os Novos Baianos • RGE • LP
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:                                                                                    Fonte: webletras.com.br
                                                                                             mpbnet.com.br

                                                                   postado por tony josé terça-feira,10 de abril de 2012

    0 Literatura de cordel

    A literatura de cordel é assim chamada pela forma como são vendidos os folhetos, dependurados em barbantes (cordão), nas feiras, mercados, praças e bancas de jornal, principalmente das cidades do interior e nos subúrbios das grandes cidades. Essa denominação foi dada pelos intelectuais e é como aparece em alguns dicionários. O povo se refere à literatura de cordel apenas como folheto.
    A tradição dessas publicações populares, geralmente em versos, vem da Europa. No século XVIII, já era comum entre os portugueses a expressão literatura de cego, por causa da lei promulgada por Dom João V, em 1789, permitindo à Irmandade dos Homens Cegos de Lisboa negociar com esse tipo de publicação.
    Esse tipo de literatura não existe apenas no Brasil, mas, também, na Sicilia (Itália), na Espanha, no México e em Portugal. Na Espanha é chamada de pliego de cordel e pliegos sueltos (folhas soltas). Em todos esses locais há literatura popular em versos.
    Segundo Luís da Câmara Cascudo, no livro Vaqueiros e cantadores (Porto Alegre: Globo, 1939. p.16) os folhetos foram introduzidos no Brasil pelo cantador Silvino Pirauá de Lima e depois pela dupla Leandro Gomes de Barros e Francisco das Chagas Batista. No início da publicação da literatura de cordel no País, muitos autores de folhetos eram também cantadores, que improvisavam versos, viajando pelas fazendas, vilarejos e cidades pequenas do sertão. Com a criação de imprensas particulares em casas e barracas de poetas, mudou o sistema de divulgação. O autor do folheto podia ficar num mesmo lugar a maior parte do tempo, porque suas obras eram vendidas por folheteiros ou revendedores empregados por ele.
    O poeta popular é o representante do povo, o repórter dos acontecimentos da vida no Nordeste do Brasil. Não há limite na escolha dos temas para a criação de um folheto. Pode narrar os feitos de Lampião, as "prezepadas" de heróis como João Griloou Cancão de Fogo, uma história de amor, acontecimentos importantes de interesse público.
    Segundo Ariano Suassuna, um estudioso do assunto, a literatura popular em versos do Nordeste brasileiro pode ser classificada nos seguintes ciclos: o heróico, o maravilhoso, o religioso ou moral, o satírico e o histórico.
    Atualmente, a literatura de cordel não tem um bom mercado no Brasil, como acontecia na década de 50, quando foram impressos e vendidos dois milhões de folhetos sobre a morte de Getúlio Vargas, num total de 60 títulos.
    Hoje, os folhetos podem ser encontrados em alguns mercados públicos, como o Mercado de São José, no Recife, em feiras, como a de Caruaru, e em sebos (venda de livros usados). Há uma coleção de folhetos de cordel disponível para consulta, no acervo da Biblioteca Central Blanche Knopf da Fundação Joaquim Nabuco.


                                                                          Fonte:  Fundação Joaquim Nabuco 
                                                                      basilio.fundaj.gov.br

                                                 postado por tony José terça-feira-10 de abril de 2012
     

    0 Literatura de cordel

    mel de abelha

     
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